Pesquisas recuperaram 3.229 artefatos de pedra e cerâmica; publicação nas redes sociais volta a destacar o patrimônio arqueológico do Oeste goiano
Da Redação — Correio Vale do Araguaia
O sítio arqueológico Toca da Anta, em Montes Claros de Goiás, reúne vestígios que ajudam a compreender a presença de antigas populações no interior do Brasil. Pesquisas no local recuperaram 3.229 artefatos de pedra e cerâmica, além de identificarem pinturas rupestres, restos ósseos e fragmentos de carvão. As informações são do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O tema voltou a circular nas redes sociais em publicação do perfil Canal Clube do Conhecimento (@canalclubedoconhecimento), no Instagram. Os trabalhos arqueológicos, porém, começaram em 2019, e os resultados da datação já haviam sido noticiados em fevereiro de 2022.
A estimativa de aproximadamente 3.500 anos foi obtida por análise de radiocarbono em amostras de carvão encaminhadas a um laboratório em Miami, nos Estados Unidos. A datação se refere às amostras estudadas e não significa que todos os objetos encontrados tenham a mesma idade.
Vestígios de diferentes períodos
Localizada em um abrigo rochoso, a Toca da Anta ocupa uma área preservada de 7.640 metros quadrados. As escavações chegaram a 2,5 metros de profundidade e revelaram diferentes períodos de ocupação: um associado a grupos horticultores-ceramistas e outro, mais antigo, relacionado a caçadores-coletores.
Entre os materiais recuperados estão ferramentas de corte, raspadores e fragmentos de recipientes cerâmicos. O acervo foi encaminhado à reserva técnica do Museu Histórico de Jataí para preservação e pesquisa.
Realizado no contexto do licenciamento ambiental de um empreendimento de bioenergia, o trabalho demonstra a importância da arqueologia preventiva para identificar e preservar vestígios históricos em áreas próximas à atividade agrícola.
Créditos: pauta baseada em publicação do Canal Clube do Conhecimento (@canalclubedoconhecimento), no Instagram, com informações complementares do Iphan e de reportagens publicadas em 2022.
Veja a publicação do Canal Clube do Conhecimento.










