O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que vai aceitar o resultado das eleições de meio de mandato, em um cenário onde as projeções indicam que seu partido perderá o controle tanto do Senado quanto da Câmara.
Declaração ao jornal e aceno aos democratas
Em entrevista ao jornal The New York Times, o chefe do Executivo norte-americano pontuou sobre a nova configuração política do país.
“Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados”, disse Trump. “Vamos trabalhar com os democratas e, vocês sabem, esperamos trabalhar com eles. Provavelmente chegaremos a algum acordo.”
A estratégia do poder de veto
Apesar do tom conciliador com a oposição, o cenário digital revelou outra postura do mandatário. Através das redes sociais, ele compartilhou a imagem de um boné contendo a palavra “veto”.
A atitude reforça a declaração dada na segunda-feira (2/11) ao podcast Pod Force One, do New York Post, quando o republicano indicou que planejava utilizar o recurso legislativo caso houvesse derrota no Congresso.
“Acho que vou me tornar o Sr. Veto”, disse o presidente. “Eles vão enviar algumas coisas. Você veta. E, eventualmente, depois de um ou dois meses sendo vetados, eles só estão perdendo tempo, vêm até nós e fazemos um acordo.”
Reclamação sobre as cédulas e maioria democrata
Já na madrugada de quarta-feira (4/11), o presidente direcionou justificativas para o revés eleitoral, apontando que a falta de seu nome nas urnas pesou no pleito.
“Meu nome não estava na cédula, e se estivesse, teríamos vencido com uma vitória esmagadora!”, escreveu o líder norte-americano na internet.
A reclamação ecoa o apelo feito nos comícios de encerramento da campanha, em 2/11: “Estou apenas pedindo a todos que finjam que meu nome está na cédula”.
Enquanto isso, a apuração confirma que os democrat já asseguraram 51 assentos no Senado, atingindo a maioria absoluta. Na Câmara dos Representantes, a contagem parcial registra 180 cadeiras para os democratas frente a 107 para os republicanos, em um ciclo que coloca em disputa 35 vagas senatoriais, 36 governos estaduais e todas as 435 posições da câmara baixa.











